sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Normose

NORMOSE. Você sabe o que é?



Acredite, mas, o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.
O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido.
Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é:

Quem espera o que de nós?

Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem.
Nenhum João, Zé ou Maria bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, sejam lá quem for todos.
Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira.
Ela estimula a inveja, a auto depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.

Você precisa de quantos pares de sapato?
Comparecer em quantas festas por mês?
Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias.
Um pouco de autoestima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.
O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude.
E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.













Sticker Art – Uma ferramenta de inclusão e conscientização do valor da arte

Resumo


Uma experiência numa escola pública de Goiânia, usando da técnica Sticker Art para valorizar a disciplina de artes, conscientizar os alunos do valor da discplina e incluir o aluno na arte contemporânea como ser crítico, atuante na arte da sua cidade e na sua escola.

Palavras – chave: Cotidiano, arte contemporânea, Sticker Art.



As grandes obras de arte somente são grandes
por serem acessíveis e compreendidas por todos.
Léon Tolstoi

Refletindo sobre o pensamento de Tolstoi, compreendo que nas escolas públicas pelas quais eu já lecionei, o grande problema que encontro é sempre o mesmo: alunos desinteressados, traumatizados por aulas, professores e métodos nos quais apenas são usados de teoria, textos, e pouca, quando nenhuma, reflexão.
A arte contemporânea é uma grande ferramenta para transformar essas mentes (alunos) hoje na escola, mas, será que estamos usando-a da melhor forma? Há três meses comecei a lecionar em uma escola no Jardim Guanabara. Uma escola muito grande, com um enorme número de alunos. Mas, o que mais me deixou triste foi encontrá-los com ódio, pavor, desânimo, frustação com relação a disciplina de artes. Procurei de todas as formas questioná-los para descobrir o problema e como essa situação pôde se instalar. Descobri então que por conta da teoria desconectada da prática, os alunos faziam por fazer; a maioria apenas por nota, e a minoria tentava gostar, mas, sem a real compreensão do porque fazer, nenhum, absolutamente nenhum soube me dizer de fato, o que já aprendeu em arte, se gosta de arte e descrever o que é arte em seu ver. Percebi então que estava perante um grande e maravilhoso desafio. E partir para o ataque.
Nosso primeiro momento de aula, enfim, foi de debates. Conversamos sobre as artes visuais, a música, o cinema, o teatro, a fotografia, enfim, sobre várias habilidades e quais eles mais gostavam, sentiam afinidades. Observei que pintura e desenho estava na lista de muitos, inclusive a fotografia e o cinema. Pensei em várias atividades, e conversando com a coordenação e gestão da escola, consegui que concordassem comigo que a escola precisava de um sacode inicialmente. Criei o I Concurso de Sticker Art. Trabalhei o conceito, a história do Sticker Art, expliquei que se tratava de um adesivo urbano e levei muitas imagens de stickers encontrados em Goiânia. Muitos foram reconhecidos, e o significado de muitos, compreendido. Levei um amigo artista que trabalha com a técnica, conhecido como Dish, e ele falou a todas as turmas da sua experiência enquanto grafiteiro, artista plástico e ser crítico. A partir desse encontro, consegui tirar dos alunos questões políticas, revolucionistas com relação a realidade financeira, escolar, familiar e social. Enfim, estavam sacudidos. Agora era apresentar as ferramentas. Tivemos uma aula de desenho, onde apresentei técnicas de caricatura, sombra e luz, dicas de lápiz, canetas, canetinhas e programas de computador para os que preferiram a arte digital. Na outra semana todos me entregaram suas
obras. Muitas com mensagens, desenhos e imagens, muito críticos, cheios de ideias, questionamentos, com relação a escola, política, valores, relação amigo, pais e outros temas. Coloridos, em preto e branco, todos fizeram. Do ensino fundamental ao 2º do ensino médio. Todos trabalharam muito. Fizemos a premiação do concurso no recreio. Tivemos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º lugar. Conseguimos doação de medalhas, mochilas, kits com lápis especiais, folders artísticos, cadernos de desenho. Foi o momento mais eufórico do concurso. Eles esperavam ansiosamente pra saberem o resultado. Muitos nem ligaram se não foram premiados por que o melhor já estava pronto: criei na sala de artes (a escola possui uma sala separada para a disciplina nos períodos vespertino e matutino) uma esposição na parede do fundo da sala com um sticker meu, como uma moldura, e todos os stickers selecionados ou não, foram fixados ao lado do meu. Simplesmente amaram, e na primeira semana ninguem conseguiu lecionar sem chamar a atenção dos novos artistas que se orgulhavam em mostrar: “aquele ali é meu, viu como ficou bonito?”, “e aquele, é seu? Nossa, parabéns!”. Trocavam elogios, críticas e questionavam poéticas, cores, ideias, dentre outros pontos. Eles acordaram para a arte. Acordaram e se tornaram críticos, com muito potencial para enfim, ver a arte com outros olhos. Hoje, todas as atividades que proponho, aceitam com tamanho desejo, vontade de aprender mais, conhecer o novo. Apelidaram-me de professora maluquinha, pois nunca viram a arte como estão vendo. Vez ou outro me perguntam: “professora, que arte é essa? Como se chama isso?”. Querem saber, querem aprender novos vocabulários, mas, principalmente,querem se divertir fazendo.








Figura 1. Parede do fundo da sala sem os adesivos dos alunos e com os adesivos dos alunos. Adesivo recortado a mão. Autora: Professora Priscila Macedo



A arte é uma disciplina que mudou minha vida e acredito que pode mudar a de muita gente. Todos os trabalhos que desenvolvo uso as seguintes palavras-chave: cotidiano, identidade, arte contemporânea e criticidade. Me orientando pelo conceito de Sturken e
Cartwright apud Hernandez que dizem que, “(...) representação é o uso de linguagem e imagens para criar significado sobre o mundo que nos rodeia (...)” (HERNANDEZ. 2005. p. 137) e, como afirma Thiollent,
“(...) bons projetos são aqueles que geram ganhos de conhecimento e de experiência para todos os participantes, com base no ciclo reclacionando ação e reflexão”. (Thiollent. 2011. P.7)
Professores que se interessam pelas artes visuais hoje, que não tenham como meta apenas ensinar a história da arte a seus alunos são, com certeza, uma raridade. De todos os professores de arte que tive na minha vida escolar, apenas uma me mostrou o quanto as Artes podem transformar nossa vida. Essa mesma professora que me influenciou por essa profissão maravilhosa. A faculdade me ajudou muito enquanto pesquisadora e iniciante de um novo mundo cheio de novidades e possibilidades. Gostaria muito de transmiitir a mesma empolgação que sentia todos os dias de quatro anos aprendendo e descobrindo para meus alunos, mas, com uma aula por semana, é certamente impossível, mas, porque não tentar?














Referências Bibliográficas

HERNÁNDEZ, Fernando. & OLIVEIRA, Marilda (Orgs.). A formação do professor e o ensino das artes visuais. Editora UFSM. Santa Maria. 2005.
THIOLLENT, Michel. A construção do conhecimento e metodologia da extensão. Instituição: UFRJ. Disponível em: http://www.proex.ufrn.br/files/documentos/thiollent.pdf. Acesso em: 19 de Maio de 2011, as 08:45.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Tristeza.
Felicidade.
Somos feitos de estações. Estações premeditadas, induzidas, previstas, indesejadas, percebidas a tempo, acidentais, forçadas, sentidas, sofridas, aproveitadas...

É horrivel sentir tristeza.
Tão bom estar feliz.

Ser feliz, ser triste é algo surreal.
Não é possivel um ser humano ser um ou outro. Isso cabe somente a Deus, que é o próprio AMOR.

Mas, estar triste é algo tão ruim, tão ruim. Que nem conseguimos descrever, nem nos lembramos de como é estar feliz.

É tão ruim. De verdade.

Vontade de chorar, gritar, de raiva, de culpa, de qualquer coisa. Um sentimento agarra outro e começa um ciclo tão complicado que nos perdemos e não conseguimos retornar ao estado de outrora, de  
                                          F E L I C I D A D E....



Motivos? Podem ser muitos... mas, malditos motivos, devem ser evitados. 
    Esse negocio de encarar tais motivos é besteira. 
Coisa de algum poeta ou péssimo conselheiro, metido a corajoso que gosta de encarar a cobra pra mostrar que não tem medo e pode correr a qualquer momento.

é bem bíblico essa coisa... de não ficar cutucando a onça com vara curta. 
Não dá pra brincar com o mal. Não dá. Não dá mesmo.

Melhor evitar. 
Que tentar raciocinar sobre o assunto e desvendar o mistério apenas por bancar o tal é burrice.

sábado, 21 de abril de 2012

Criando Arte Postal....

Criando Arte Postal....

 
Mail-Art ou Arte Postal é uma rede internacional de artistas plásticos que utilizam meios de comunicação como meio artístico. 

Os artistas postais criam seus desenhos, colagens, carimbos e divulgam sua arte pelo correio, ou e-mail, em vez de utilizar as vias institucionais, como museus ou galerias. 

Na Arte Postal, a produção, o envio e a troca do produto são inseparáveis. Arte Postal, portanto, é tanto a criação de um produto artístico quanto um ato social. Podemos dizer que o maior interesse da Arte Postal não está na sua produção, mas na estrutura de interação envolvida no processo. Sua força reside, principalmente, na rapidez com que as idéias viajam entre os artistas de todo o mundo. 

Arte Postal funciona também como uma proposta alternativa para a divulgação das obras de arte, oposta a um empreendimento comercial, por não envolver nenhum lucro financeiro.

Além disso, essa forma de arte não procura promover a criação de uma única cultura mundial; ao contrário, Mail Art demonstra que o respeito pelas idéias divergentes pode ser um instrumento poderoso na aceitação e na interação criativa entre as diferenças culturais.

Eu... tentando criar um para mandar para o amigo Diogo Hamlet!
Espero que goste meu amigo... 







terça-feira, 27 de março de 2012

Um pouco da Arte Popular...

Encontrada por ai...


De acordo com Canclini (1999)

“A redefinição do que é hoje popular requer uma estratégia
de investigação que seja de abranger tanto a
produção quanto a circulação e o consumo. Se as feiras
de artesanato das grandes capitais aumentam a cada
dia, significa que o consumo e a circulação estão sendo
impulsionados. Tal incentivo à produção artesanal
encontra sustentação em um sistema social que a
incentiva, apesar da produção material e simbólica das
culturas tradicionais pelo consumo urbano”


















Feira da Lua - Goiânia - GO

















Campo Grande - Mato Grosso do Sul










Mercado Central - Goiânia - GO


A arte popular nunca participou da historiografia da arte erudita.

Mesmo em países como o México, cujas tradições de criatividade popular são tão respeitáveis e tão antigas, a arte popular ficou fora da história da arte nobre, apesar de encontramos referências da cultura popular e de arte popular nos campos da sociologia, antropologia e história.

Em 1846 surge o neologismo folk-lore (saber do povo), campo de estudos até então identificado como “antigüidades populares” ou “literatura popular”. Em 1870 é fundada a Folklore Society na Inglaterra. Novo espírito que procura definir o estudo das tradições populares como ciência. Os Antiquários: autores dos primeiros escritos que no séc. XVII retratavam costumes populares com uma concepção de pesquisa, tendo como características: coleção, classificação, diletantismo e a valorização moral do popular. Trabalho exclusivo com fontes pri- márias não literárias.


Jules Michelet define a idéia de popular como o que é autêntico e erudito como o que é artificial identificando o espírito do povo como o verdadeiro espírito da nação. O nacionalismocomo fomento da Revolução Francesa. O romantismo é o meio fundamental da expansão de uma concepção de mundo e do homem formulada no século XIX. Individualismo qualitativo - expressa a natureza humana pela sua singularidade e liberdade. Os românticos são os primeirosa enfatizar a particularidade e a singularidade das sociedades históricas, e a perceber a importância da especificidade cultural do Oriente e da Idade Média Européia. Em sua própria sociedade os românticos valorizam a diferença e o contraste. O povo torna-se objeto de interesse para estes intelectuais. Esse movimento amplo de descoberta do popular tem raízes estéticas, intelectuais e políticas.

Construir sobre a singularidade das expressões culturais do povo, a singularidade de cada nação. O artista deve expressar a individualidade coletiva. O povo é para os intelectuais, natural, simples, inculto, instintivo, irracional, enraizado nas tradições e no solo da sua região.
Para os estudiosos do séc. XIX a cultura folk sofria a ameaça de desaparecimento em função do avanço da industrialização e modernização da sociedade.

Estabelece um conceito mais democrático de cultura e de intelectual, que diminui o fosso entre o popular e o erudito e o coloca de forma diferente. Critica o historicismo na vertente Francesa - Annales: “a história não é uma tapeçaria que se faz com “pontinhos”, ela só tem sentido se for uma história problema”. Nesta reformulação conceitual coloca-se a interdisciplinariedade como elemento fundamental de renovação e lança-se as bases da história
das mentalidades na aproximação da antropologia com a psicologia e a história.
Aproximação da história com a etnologia. Tensão entre o conceito de mentalidade e o de cultura popular. Uma perspectiva que se quer democrática, na qual se suplantam as diferenças de classe e se busca um enfoque de interclasse, onde não faria mais sentido o purismo dos Grimm. É uma perspectiva democrática, de aproximação de níveis culturais diversos.
Mandrou diz que as classes subalternas não conseguiram moldar uma consciência de classe porque desenvolveram uma cultura alienante.
De acordo com Canclini “A redefinição do que é hoje popular requer uma estratégia de investigação que seja de abranger tanto a produção quanto a circulação e o consumo. Se as feiras de artesanato das grandes capitais aumentam a cada dia, significa que o consumo e a cir- culação estão sendo impulsionados. Tal incentivo à produção artesanal encontra sustentação em um sistema social que a incentiva, apesar da produção material e simbólica das culturas tradicionais pelo consumo urbano”.
Já os integrados essa cultura de massa traz renovações culturais fruto das transformaçoes da nova era industrial. Para Eco já não existem mais diferenças entre tipos de cultura, uma vez que para sermos realistas, tudo hoje é cultura de massa: do folclore, passado pela cultura popular, à cultura erudita.

Na contemporaneidade o enfoque dado à cultura popular preocupa-se com a interrelação de saberes diversos; preocupa-se com a perpetuação de formas culturais; faz com que o historiador fique atento à questão das intermediações e dos filtros. A reaproximação da história com a etnologia propiciou a visão da cultura popular como um tráfego de mão dupla - onde a idéia de purismo não faz mais sentido - mas é fecunda a idéia da circulação dos níveis culturais, que devem um tributo tanto ao marxismo como à antropologia.
As duas tradições “puras” (a popular e a clássica) foram-se diluindo paulatinamente, misturando-se entre si, transformando-se ao longo do processo, gerando uma multiplicidade de formas, tanto orais como escritas e, finalmente eletrônicas (como a cultura de massa), circulando pelas várias camadas sociais da população dos países europeus e latino americanos até os dias de hoje. As idéias desenvolvidas pelos alemães na passagem do século XVIII para o século XIX tiveram uma enorme influência sobre o conceito de cultura popular tal como ainda encontramos hoje em dia. Mas é chegada a hora de uma revisão, e muitos o vêm fazendo. Portanto, a permanência deste assunto no currículo de artes, não nos parece uma preocupação anacrônica com estas questões.

Autora: Lêda Guimarães

Módulo 8
Arte e Cultura Popular: variações em torno da construção de conceitos e valores



segunda-feira, 19 de março de 2012

Pra mim A-M-O-R é...

Enganar a lógica... Sair do óbvio... Enfrentar a timidez... Surpreender! Tah, tah... tem tudo isso:

" ... O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regojiza-se com a verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta..."
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
1 Coríntios 13:4-8
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
1 Coríntios 13:4-8


I Coríntios 13.4-7


mas... Não sei.

Pra mim amor é mais que isso!
Paulo está certo. Mas, é mais profundo...

Como Jonatas amava Davi como sua propria alma, quero amar com todo meu ser.
Toda a minha alma, sem reservas.

Quando a gente ama assim, fica tão mais leve, colorida nossa vida...!


Já sentiu isso antes?


... o sinto sempre. Todos nós fomos feitos para amar!

Você deveria sentir isso também.


Se talvez nunca o tenha sentido, meus pêsames.

Eu amo até quem nunca vi. Seria eu tão louca assim? Nada. Amo mesmo! E eh bom.

Amo a criança no primeiro olhar, no primeiro sorriso...
Amo o senhor, a senhora no primeiro gesto de vida.
Amo o jovem na primeira duvida, no primeiro flerte, na primeira
blink 182...
Amo as flores, a beleza da criação.
AMO as nuvens a "caminharem" sobre nós...

AMO! Simples as
sim.
Se amassemos mais, qual o problema teríamos?


Creio que poucos, quem sabe NENHUM.

É. nÃO Dá pra advinhar quem vai passar por nossas vidas.

Deus gosta de nos surpreender!
Grande carta na manga: ONISCIENTE!

Particularidade dEle, com seu grande amor por nós, seu nada, Ele é o tal grande amor.


AMOR incondicional, que permite nos presentear com tantas vidas, amores, amizades, situações inusitadas e singulares... ah, como te amo papaizinho.

Tu sabes mesmo todas as nossas vontades, nossos desejos... mas, mesmo assim, nos prepara coisas impensáveis, e nos surpreende dia após dia.

Eu fui surpeendida a poucos dias.... Sabe como???
Ele, um garoto assim, de uns 20 poucos anos, veio, de mansinho...

Sorriu pra mim. Comendo churrasquinho.
Mãos sujas... Trêmulas...
Sorriu, sem graça.
"Posso te perguntar uma coisa?"

Eu?

Querendo rir muito, olhei bem pra ele e pensei com meus muitos botões, chaveiros e fitas:

"Será ele?"
...assim, não que eu não gostasse da idéia...

mas, tão rápido, tão perfeito, tão lindo, tão inesperado,
tão especial.
Lembrei naquele instante:
"Tenho um Deus que surpreende seus filhos"


obs.: e adora fazê-lo...! o/

Sorri.
"Tah aceito"

O espanto foi tanto, que sorrindo, sem graça, comendo, querendo acabar logo com aquele pequeno espeto, disse sem graça, assim, bem depressa:


"Tem certeza? olha bem pra minha cara, sério? olha lá. pensa bem. pensa direitinho!"

Bom... pensei.

Não tinha duvidas.
Meu coração estava calmo.

Ouvia o silêncio em meio a multidão.

Estava em outra dimensão.

Só eu, ele e nossos churrasquinhos... oleosos, ali, como obstáculos para um abraço.

Engraçado?


Especial.
Inesperável, surpreendente.

Quem disse que um casal assim, não poderia dar certo?

Se amam, são amigos, companheiros, pequenas almas, prontas, para juntos...

descobrir tanto, aprender tanto, trocar tantas experiências,
histórias, figurinhas, velhas coleções de tazos, cartões telefônicos...

saber daquelas "artes" dos tempos da meninice...


dos amores da adolescência... das velhas e novas amizades...

dos pirulitos e doces deixados atras do sofá...

daquela sobremesa escondida atrás das verduras na geladeira...












Tantas coisas..!


Estamos bem.




bem... felizes! =*







ia, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
1 Coríntios 13:4-8
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
1 Coríntios 13:4-8

Arte Moderna...



quinta-feira, 15 de março de 2012

A LIBERDADE COMO MÉTODO

A LIBERDADE COMO MÉTODO

Um projeto moderno em ação “pioneira” de ensino da arte

Uma proposta para museus goianos – pensando no público Surdo de Goiás

Priscila de Macedo Pereira e Souza

Graduanda em Artes Visuais - Licenciatura (UFG/FAV – Faculdade de Artes Visuais)

Resumo

Partindo da idéia desenvolvida no MASP, Museu de Arte em São Paulo, e do texto de Ana Mae Barbosa, “A liberdade como método: um projeto moderno em ação “pioneira” de ensino da arte no Museu de Arte de São Paulo”, o trabalho feito com foco no Museu de Arte de Goiânia, desenvolve um projeto que visa o treinamento de equipes especializadas, podendo ser nomeados arte-educadores-intérpretes, que estivessem aptos a trabalharem como mediadores em museus goianos, onde levantamos a hipótese de que os Surdos e ouvintes não tem a mesma cultura “artística” e pulsante como na Capital paulista, mas, que tem uma comunidade Surda, ativa e curiosa que, sem essa acessibilidade, gratuita e satisfatória, não consegue absorver e se integrar no mundo dos museus, contemporâneos, históricos e outros, ou seja, num contexto cultural de sua própria cidade e estado. Como trabalho de campo, para investigação e constatação da deficiência com relação a mediação nos espaços museológicos em Goiânia, capital goiana, escolhemos analisar a realidade de vários museus, e focamos nossos estudos no Museu de Arte de Goiânia. Lembrando que essa pesquisa não questiona o museu em si, mas, a liberdade de se trabalhar em um órgão sem as devidas ferramentas, treinamento, especificidades e profissionais de fato capacitados para atender o público Surdo, que tanto tem crescido na região. Abordamos a questão do clube infantil de arte, criado no MASP por Suzana Rodrigues e também a questão das crianças Surdas e, como seria importante na vida dessas crianças se pudessem ter as mesmas experiências de uma criança ouvinte, como ocorreu no clube infantil no MASP, o que não ocorre nos museus de Goiânia de forma satisfatória e, de fato observada. E, mesmo sendo a “livre-expressão” parte da utopia modernista de um mundo melhor a ser alcançado, o respeito à individualidade de cada um, alto-conhecimento e assim seguindo para um conhecimento mais amplo, e vice-versa é fascinante, quando podemos nos expressar com mais liberdade, nos sentimos mais interados do nosso meio, para as crianças isto ajuda em seu desenvolvimento social e pessoal. Sendo assim, a presença de não só um intérprete de Libras, mas, um mediador apto a falar diretamente e claramente a esse público seria fascinante e de fato diminuiria esse déficit alarmante no qual presenciamos nos espaços culturais, em todo o país, principalmente, não promovendo de fato, a acessibilidade, tão sonhada e buscada por nós.

Palavras-chave: Museus, Mediação, Surdos, Artes, Acessibilidade.